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O que a TV interativa trouxe de inovação para a publicidade? Outubro 30, 2008

Posted by Viviane Danin in Publicidade.
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“A velha televisão morreu e uma nova televisão acaba de nascer”, afirmou o jornalista, produtor e diretor de televisão Nelson Hoineff. A pergunta é: qual o impacto  para todos nós? Fato é que o modelo baseado na programação das grandes redes começa a dividir o espaço com a televisão “à la carte”.

Agora o espectador também tem à sua disposição a TV temática, que modifica os hábitos do espectador e instala um novo conceito de programação.

Modelos de publicidade

E como seria um modelo adequado de anunciar nesse meio, seja ele transmitido para Web, TV ou celular ? Três características prometem virar tendência na chamada nova TV: não ser invasiva, ter resultados totalmente mensuráveis e estar relacionada ao perfil de navegação e de audiência de cada espectador.

O anunciante deve procurar seu público nos locais que ele freqüenta, consome e publica conteúdo de seu interesse. Blogs, portais de informação e sites de relacionamento são alguns desses locais.

Na web, um formato padrão de se anunciar pode ser o adotado pelo portal G1 da Globo:  inserir vídeos publicitário de poucos segundos antes do conteúdo. 

Um bom exemplo de inserção publicitária do G1:

Portal G1

Portal G1

Ou no Terra:

Portal Terra

Portal Terra

 

Vale dizer que a existência de um formato padrão é importante para agências e anunciantes.

Outra possibilidade de se exibir propaganda em vídeos em sites gratuitos é veicular um segundo vídeo mais longo, em torno de 15 segundos, após a exibição do conteúdo. A mensagem publicitária idealmente seria  escolhida em contexto e ter relação com o conteúdo exibido. Seria uma forma aceitável e pouco invasiva de inserir publicidade antes e depois do conteúdo solicitado pelo leitor.

Interatividade: ajuda ou atrapalha? 

A segmentação e a interatividade provocam uma verdadeira revolução no modo de assistir televisão, alterando a relação do público com o aparelho de TV. 

Com a TV digital por assinatura, o telespectador pela primeira vez terá a chance de optar entre uma infinidade de canais e fazer sua própria programação.

No entanto, em meio às novidades tecnológicas, uma pergunta fica no ar: será que depois de um dia cansativo de trabalho o telespectador vai mesmo querer interagir? Será que ele não prefere relaxar e ter uma atitude passiva diante da programação? 

Na opinião de Nicholas Negroponte, o espectador “pode querer simplesmente sentar e relaxar ou, então, agir ativamente. Mas o fundamental é que agora ele pode escolher. Uma opção que não existia na antiga TV”.

Como fica o espaço das grandes emissoras e qual o seu papel?

As grandes redes têm a vantagem de produzir conteúdo de qualidade, de interesse do grande público e com condições técnicas superiores. Para isso, precisam se valer do copyright, independentemente de leis e hábitos culturais. Será muito difícil impedir a pirataria, mas não é impossível adaptar-se aos novos tempos. 

Pela penetração que possuem, as grandes redes têm todas as condições de continuar atraindo grandes audiências, desde que saibam usar a internet de maneira a apoiar o seu negócio. 

Deborah Serra em texto para o site Blue Bus cita uma TV norueguesa, a NRK, que resolveu fazer uma experiência, anunciando que o episódio 6 de uma determinada série exibida pela TV convencional havia sido perdido. Quem quisesse vê-lo teria que fazer o download (autorizado) ou assistir pela WebTV. Mais de 100 mil pessoas buscaram um desses dois caminhos. Quando finalmente foi ao ar, o tal episódio 6 superou em audiência o episódio 5. A estratégia quis provar que, quando o produto é bom, uma plataforma alternativa pode até potencializar a audiência da principal.

Oportunidade

A possibilidade de se produzir conteúdo em vídeo com equipamentos ao alcance do público permite que qualquer pessoa ou associação possa disponibilizá-lo na internet.  A capacidade de alcançar audiência vai depender de alguns fatores, entre eles, a qualidade ou interesse despertado pelo  material produzido. 

Portanto, há espaço para a criação de novas oportunidades para quem deseja utilizar esse meio. 

Se as oportunidades são grandes para novos entrantes, o sucesso vai depender da capacidade de enxergar oportunidades e ter  condições de implementar uma solução de qualidade ou um serviço inovador – ou os dois juntos.

Fontes:

*Texto produzido para o curso MBA – Curso de Especialização em Planejamento Estratégico e Marketing Interativo 

Para onde uma empresa de serviço pode avançar Outubro 22, 2008

Posted by Vicente Tardin in marketing.
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Ao pensar em seu futuro, uma empresa de serviços não pode mais se ver como uma empresa de serviço. Seria este o caminho errado.

Melhor que ela deixe de ser uma empresa de serviços e se torne uma empresa gestora de comunidades que tenta resolver determinados problemas de seus prosumidores.

Assim, neste exemplo, uma telecom seria gestora de comunidades de usuários de equipamentos móveis. E deixaria seu usuário fazer ele mesmo o seu próprio plano e escolher com quem quer falar mais barato, como se fosse um Orkut ou um Twitter.

É o que diz o Carlos Nepomuceno no Webinsider.

O jornalista é a voz do dono? Outubro 19, 2008

Posted by Viviane Danin in Conteúdo, Ensino e educação.
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O jornalista pode se ver como um empregado de empresas de comunicação. Mas há um grande espaço para análise e opinião, não importa o tema de sua preferência. A fala foi durante o II Encontro de Professores de Jornalismo na UnB.

(É o primeiro vídeo, com áudio e imagens daquele jeito…) 

Vicente responde questionamento sobre carreira profissional. Assista!

Formação do jornalista em discussão na UnB Outubro 18, 2008

Posted by Viviane Danin in Conteúdo, Ensino e educação.
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Leandro Fortes durante palestra na UnB

Leandro Fortes durante palestra na UnB

Professores e alunos do curso de Jornalismo do Distrito Federal, Goiás e Tocantins estiveram reunidos na Universidade de Brasília para o “II Encontro de Professores de Jornalismo”.

Fui ao evento acompanhando Vicente que foi convidado pela organização a compor a mesa de debates, após palestra inicial do jornalista Leandro Fortes que comento a seguir.

Leandro Fortes é jornalista com larga experiência como repórter de grande mídia e hoje também atua como professor do curso de jornalismo do Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb). Ele falou sobre a formação dos professores de jornalismo e comentou a discussão sobre o fim do diploma de jornalismo.

Segundo Fortes, há ruídos graves na discussão sobre o fim do diploma. “Eu acho que a nossa categoria é a única que renega o próprio diploma. Há inclusive professores fazendo esse discurso em sala de aula. É uma situação grave, eu diria patológica. Na minha opinião, essas pessoas deviam desistir da profissão porque estão reproduzindo o discurso patronal, algo como a Síndrome de Estocolmo, apaixonados pelo discurso do seu algoz.”

Nesse contexto, ele cita o caso dele como exemplo de profissional que vive os dois mundos, sendo profissional do mercado, repórter da revista Carta Capital e ao mesmo tempo professor em faculdade de Jornalismo.

Para ele, é evidente a necessidade de uma formação técnica para ser jornalista. Transformar informação em texto jornalístico não é pra qualquer um. É preciso ter aprendido as técnicas para fazer isso de forma eficiente. “A base do que temos que fazer é ter a capacidade de analisar a informação e transformá-la em texto da melhor forma possível”.

O que o discurso vigente patronal apregoa é acabar com o diploma e formar pessoas nas escolinhas dos grandes jornais, tipo Folha de S.Paulo, Estadão, Abril, Globo. Ele chamou esses locais de “escolinhas de monstrinhos” onde se treina pessoas dentro de padrões quase “bitolantes”, com a utilização dos manuais de redação que são, na verdade, “manuais de doutrinação”.

Dessa forma, são criados jornalistas despreparados, pouco preocupados com o leitor mas com o que o “coleguinha” vai achar. O que Fortes chamou de “jogo da vaidade”. Há uma preocupação latente em dar a notícia mais rápido do que o concorrente em detrimento da boa apuração dos fatos ou simplesmente para vender mais jornais. O resultado é uma cobertura ruim, pouco interessante, pobre.

(Faço aqui uma pausa para dizer que essa semana li um post no blog de um amigo, o Marcelo Pimenta, que de certa forma discutia essa questão.)

Fortes acrescentou ainda que para melhorar a formação de estudantes de jornalismo é preciso que sejam repassados conceitos universais: “temos que formar jornalistas para o mundo e não para os veículos e isso só se consegue com uma boa formação acadêmica”.

Ao mesmo tempo, Fortes cita como importante que haja um equilíbrio nas faculdades de jornalismo quanto a formação dos professores. É preciso que haja além de professores acadêmicos profissionais de mercado.

Fica a discussão.

Jornalistas e professores em debate com a platéia

Jornalistas e professores em debate com a platéia

O debate

Após a palestra de Leandro Fortes, formou-se a mesa. Cito aqui sucintamente as principais frases ditas por cada um dos participantes:

Zélia Leal, jornalista, professora da UnB
Sobre o jornalista multimídia comentou a preocupação com as más condições de trabalho preconizadas por esse jornalista que deve fazer tudo, reportagem, fotografia, podcasts, vídeocast. Há uma natural perda de qualidade. Quem lucra com isso?

Gustavo Krieger, jornalista, blogueiro e repórter especial do Correio Braziliense
O profissional deve se adaptar à nova realidade imposta pela internet. Citou o exemplo do Ricardo Noblat, que criou um blog numa situação de desemprego e hoje se tornou uma das principais fontes de informação na área política do país.

André Deak, jornalista, escrevendo principalmente para mídias digitais
O mais importante é discutir a formação do jornalista do que a de um jornalista multimídia.

Sylvio Costa, criador do site Congresso em Foco
O jornalista deve ter uma base sólida em ciências sociais, literatura e outros, campos que possibilitem compreender minimamente a realidade em que vai atuar. Além disso, devem:

  • Dominar o idioma em que escreve;
  • Produzir informação nova e relevante;
  • Preservar a dimensão ética e social;
  • Fiscalizar os poderes e
  • Dominar as ferramentas de internet para apurar, relacionar-se com diversos públicos, repensar seu papel e oferecer produtos úteis e de qualidade.

Vicente Tardin, jornalista, criador do Webinsider e um dos autores deste blog
Há espaço para reflexão fora das grandes empresas de comunicação e interesse por parte do público. A internet possibilitou isso e é preciso aproveitar essa nova realidade, tornando-a uma oportunidade.

Sábado de manhã na UnB Outubro 16, 2008

Posted by Vicente Tardin in Ensino e educação.
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Fui convidado para participar de uma mesa redonda sobre o ensino de Jornalismo, na Universidade de Brasília. Vamos lá então, né?

O II Encontro de Professores de Jornalismo do Distrito Federal, Goiás e Tocantins será aberto, no sábado, 18/10, na Universidade de Brasília, com uma palestra e um debate sobre a formação e o papel do jornalista
multimídia na sociedade moderna.

Há mais de 40 trabalhos inscritos e o assunto tem a ver com “preparar novos jornalistas para a realidade de um mundo onde predominam as tecnologias da informação e da comunicação é uma tarefa com a qual os professores e os cursos de Jornalismo têm que se preocupar”.

Às 9h de sábado ouviremos o jornalista Leandro Fortes e depois vem a mesa redonda sobre o tema central do evento, “A formação do jornalista multimídia”. Os debatedores serão Sylvio Costa, André Deak, Gustavo Krieger, Zélia Adghirni e eu.

Achei o convite muito simpático e vai ser legal ouvir os caras que vão iniciar como jornalistas, assim como eu há tantos anos atrás, quando logo criei um relacionamento bem próximo com uma máquina de escrever Olivetti.

Leia o press release no Outrolado: II Encontro de Professores de Jornalismo DF-GO-TO

Relembrar é viver Outubro 15, 2008

Posted by Viviane Danin in Conteúdo.
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Ro, Ana, Gabys, Dands e eu

Ro, Ana, Gabys, Dands e eu

Como boa canceriana que sou,  adoro relembrar e remexer no passado. Passado bom é claro.

Pois bem, comecei a semana postando no blip.Fm uma música (Toxity, do System of a down) que muito lembra meus tempos de Andi. Encontrei a música por acaso e foi o suficiente para lembrar as longas madrugadas na época da criação do novo site da ONG. Para o leitor que não sabe, fui coordenadora de Mídia Online da Andi por quase 5 anos. Aprendi muito nesses tempos. Também conheci lá as melhores pessoas que se tornaram amigos para sempre.

E o que esse assunto tem a ver com esse blog? Bem, resolvi fazer esse post para aqui incluir link para mostrar uma entrevista que concedi ao pessoal do curso de comunicação social da Universidade Católica de Brasília. A entrevista é de 2006 e falo sobre jornalismo online e terceiro setor.  Confira e comente!

Banners e links patrocinados em sites de conteúdo Outubro 15, 2008

Posted by Viviane Danin in marketing.
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Sites de conteúdo que vivem de publicidade podem obter receita com banners, pagos por impressão ou por resultados, também com links patrocinados. Os grandes conseguem bons resultados.

Leiam meu artigo publicado no Webinsider em agosto de 2008.

Natura: exemplo de marca bem construída Outubro 9, 2008

Posted by Viviane Danin in Publicidade, marketing.
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Na minha opinião, a Natura é uma das marcas brasileiras que melhor se posicionou no mercado em termos de estratégia bem sucedida de marketing. 

Ela inovou ao pegar carona nas questões ambientais tão emergentes nos últimos tempos. Se estabeleceu como empresa que contribui para a preservação do meio ambiente e que tem uma preocupação social de também gerar renda para comunidades. 

Além de criar produtos inovadores que trazem novas respostas e sensações aos usuários, a Natura entendeu bem que quanto mais tempo o consumidor passar com sua marca, maior será o valor dela.

É fato que o consumidor mudou, tem menos tempo para propaganda. É preciso fazer com que ele tenha uma experiência especial ao consumir a marca.  

Nesse contexto, a Natura conseguiu através do bem elaborado design passar a sensação para seus clientes de que ao consumir seus produtos também estão contribuindo pela busca de uma sociedade sustentável e, ao mesmo tempo, ser uma ferramenta estratégica para grandes e audaciosos empreendimentos.

Segundo Mônica Sabino, em artigo para o site Webinsider, “uma marca ou brand é a percepção dos consumidores sobre um produto, serviço, experiência ou organização. Não o que os profissionais de marketing pensam que a marca é, mas o que ELES, os consumidores acham que ela é”.

E completa: “Portanto, por princípio, não existe marca em um escritório de design. Ou num boardroom. A marca está nas ruas, nas casas, sendo vivida e experimentada. O design, o sistema de identidade de uma marca, é sim, importantíssimo, crucial.  É fazer com que um potencial consumidor perceba a marca como a única solução para o que ele busca. A única escolha lógica para o que ela está oferecendo”. 

E disse mais: “E não adianta ser apenas diferente. Diferente é ótimo, claro. Nossa atenção vai direto para o que é diferente. Tem que ser relevante. Tem que ser solução. E não porque eu digo, mas porque o consumidor, o usuário está dizendo”.

Ou seja, para as marcas, é preciso saber inovar.

Mas fazê-lo a partir de uma percepção da necessidade de uma visão mais holística que agregue valores de comunidade, educação de qualidade, biotecnologia, sustentabilidade e respeito ao consumidor. 

Isso foi exatamente o que a Natura buscou fazer com sua marca.

Quais foram as suas principais ações e linhas estratégicas? Por que elas fucionaram?

Efetuar a distribuição através de consultoras e não através de lojas. A mudança na cadeia de distribuição  por sua vez ajuda a gerar renda para a comunidade e reforça uma certa qualidade não industrial. 

Apoiados em design e bons produtos, a estratégia de comunicação foi bem desenvolvida e bem sucedida, considerando os resultados obtidos pela companhia, que segue em expansão.

Exemplo de produto que agrega uma experiência ao consumidor 

Uma saboneteira e uma bucha de banho num único produto, é o casamento feliz de dois materiais (a bucha vegetal da Eco Buchas e o couro vegetal da Treetap) . Neste objeto, o sabonete fica alojado em seu interior. Para produzir espuma, basta esfregar a saboneteira no corpo com água. O fato de o sabo¬nete ficar alojado em seu interior evita que a mão resseque pelo excesso de contato com o produto e facilita o manuseio, uma vez que o sabonete já esta preso à esponja.

Saboneteira esfoliante: uma saboneteira e uma bucha de banho num único produto é o casamento feliz de dois materiais (a bucha vegetal da Eco Buchas e o couro vegetal da Treetap) . Neste objeto, o sabonete fica alojado em seu interior. Para produzir espuma, basta esfregar a saboneteira no corpo com água. O fato de o sabo¬nete ficar alojado em seu interior evita que a mão resseque pelo excesso de contato com o produto e facilita o manuseio, uma vez que o sabonete já esta preso à esponja.

 

Exemplo de ação de marketing digital no Windows Live Messeger

*Texto produzido para o curso MBA – Curso de Especialização em Planejamento Estratégico e Marketing Interativo 

E o Senac Rio montou sua pós Outubro 7, 2008

Posted by Vicente Tardin in Ensino e educação.
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campanha Senac Rio no Webinsider

Senac Rio anunciou no Webinsider sua nova pós em comunicação digital.

Que bom ver satisfeito quem anuncia no Webinsider.

Foi o caso do Senac RJ, que abriu vagas para sua primeira turma de pós-graduação em comunicação digital.

E a turma foi formada!

Satisfação garantida ou seu dinheiro de volta.

Junte suas personas Outubro 6, 2008

Posted by Viviane Danin in Comunicação corporativa.
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Vicente Tardin e Cacau Guarnieri em evento do Sebrae, em Brasilia

Vicente Tardin e Cacau Guarnieri em evento do Sebrae, em Brasília

O Sebrae esteve reunido em semana de capacitação em Brasília, de 29 de setembro a 3 de outubro. Acompanhei na sexta-feira, dia 3, palestras de Cacau Guarnieri, consultor e estrategista web e Vicente Tardin, editor do Webinsider e um dos autores desse blog.  

Cacau Guarnieri iniciou a manhã citando Tim O´Reilly, considerado um dos maiores conceituadores do termo web 2.0, para quem o elemento fundamental da web 2.0 é a inteligência coletiva. 

Mas o que seria isso?

Cacau cita a construção de uma praça chinesa, cujo uso do espaço vai sendo estabelecido aos poucos pela transformação direta da população, como analogia para compreender a criação das redes sociais e da inteligência coletiva que existe por trás delas. Ou seja, as redes sociais também se transformam conforme a ação do usuário que é ator direto de criação e transformação.

Persona virtual x persona corporativa

Cacau explicou que hoje temos uma persona virtual que tem um perfil no Orkut, tem um álbum virtual no Flickr, faz parte do twitter ou de qualquer outra rede social. E a persona corporativa que também utiliza ferramentas virtuais no trabalho do dia-a-dia em seu escritório: softwares de edição de textos, planilhas, o próprio e-learning.

Os dois personagens são a mesma pessoa.

E o que todos buscam no mundo virtual? A resposta é: informação, conhecimento, diversão, relacionamento, visibilidade, satisfação, desafios e transformação. Tudo isso alavanca a pessoa para o espaço web.

Blogs

A entrada dos blogs no mundo virtual possibilitou entre outras coisas, a comunicação mais rápida, direta, a construção de um discurso próprio, a formação de rede.

Junto com os blogs pessoais nasceram também os blogs corporativos. É claro que o mundo das empresas foi capaz de incorporar em benefício próprio o blog como mídia de relacionamento com o cliente ou com seu público interno. Além disso, o blog pode servir como orquestrador do conhecimento corporativo e para apoiar a gestão do conhecimento. Segundo Cacau, “é a adição do pessoal ao corporativo”.

Redes sociais latentes

Cacau citou em sua palestra as principais redes sociais em uso atualmente e explicou suas peculiaridades. Um pouco sobre cada uma delas:

Wikis  – construção coletiva de conteúdo, hipertexto, exercício de construção de conhecimento, aprendizagem coletiva e corporativa, gerência de projetos. Leia mais sobre o assunto em webinsider

Twitter  – miniblog com narrativa coletiva baseada em ação, agilidade da publicação e leitura e construção de rede.

Your corp – uma espécie de twitter do mundo corporativo, alinhamento estratégico da empresa, visibilidade de ações, inteligência competitiva.

Linked in   – relacionamento, networking, fomação de rede, reputação digital. 

Drknow – uma espécie de orkut corporativo, relacionamento, qualificação de fornecedores, reputação corporativa, mapeamento de redes informais, visibilidade profissional.

You Tube  - dispensa comentários mas pode-se dizer que é: expressão do usuário, compartilhamento, conteúdo emergente. Hoje canais de TV são influenciados  pelo you tube que quebrou a estética da perfeição para popularizar vídeos caseiros. A lição é  que o importa é a informação.

Games

Cacau fechou sua palestra falando sobre os games. Segundo ele, os games influenciaram tudo que hoje chamamos de web 2.0. “Tudo veio deles. Eles representam diversão, mas ao mesmo tempo exercício de novas habilidades e uma nova linguagem”. Além disso, os games podem ser usados para campanhas corporativas. Podem servir como motivadores para participação das pessoas nas empresas”.